A literatura de catequese fez parte de um dos primeiros momentos literários no Brasil. Suas características são simples, bem como seus objetivos como movimento literário. Integrando o quinhentismo, a literatura de catequese é também chamada de literatura dos Jesuítas, e contribuiu muito para nossa fundação como nação cristã.

O que é literatura da catequese?

Uma catequese, em seu sentido mais básico, é um conjunto de perguntas e respostas usadas para explicar um tópico maior. Normalmente, porém, o catecismo se refere especificamente a um resumo da doutrina religiosa, usado para instrução religiosa e para responder a perguntas de fé e moralidade. Pense nisso como um livro didático de religião.

Quando alguém fala sobre a catequese, provavelmente se refere ao Catecismo da Igreja Católica, que é o catecismo oficial e mais comumente usado da Igreja Católica. É usado por clérigos e leigos para responder perguntas sobre crenças e doutrinas católicas. Ele não apenas revela a interpretação oficial da Bíblia, mas também abrange tradições católicas, proclamações de papas anteriores e textos litúrgicos.

Embora a catequese cristã seja o catecismo oficial e definitivo da Igreja Católica, não é o único por aí. O Catecismo descreve a doutrina da Igreja, mas não restringe como essas informações devem ser organizadas ou apresentadas. Você pode encontrar catecismos católicos em diferentes traduções (o Catecismo definitivo está escrito em latim), para diferentes faixas etárias e com um foco específico.

Os católicos também não têm o monopólio dos catecismos. Outras denominações cristãs usam um catecismo para transmitir suas crenças sobre fé e moralidade por gerações.

A literatura de catequese são então os textos religiosos, que visavam contribuir para uma formação cristã da nova nação, o Brasil. Os textos tinham cunho religioso, escritos primordialmente pelos Jesuítas da Companhia de Jesus. Visavam formar os índios como parte de um movimento cristão, forte.

Era também importante essa literatura para informar os nobres portugueses e o Rei sobre a terra conquistada, incluindo descrições do local, aparência, estrutura social, rituais, etc, assumindo também um papel pedagógico e educacional mais tarde, na fundação de escolas e até universidades.

Literatura de catequese

A literatura de catequese tinha o propósito de espalhar a religião cristã entre as terras conquistadas no Brasil. (Foto: The Pluralism Project)

Características do quinhentismo: literatura de catequese

A literatura de catequese tem, em sua essência, a religião e o propósito de documentar o novo país. As histórias falam de viagens, além de encenações pedagógicas e poesias com o propósito didático. Os textos tem aspectos informativos e descritivos, com linguajar simples. Os temas são, essencialmente, cotidianos, com cunho religioso e focados na formação religiosa cristã.

Principais autores e obras da literatura de catequese]

José de Anchieta é o principal nome da literatura de catequese. Este padre da ordem Jesuíta era um espanhol que escreveu cartas, sermões, poemas, peças teatrais que tinham o Brasil como cenário central. Entre suas obras, estão Poema à Virgem, A Cartilha dos Nativos, Auto da festa de São Lourenço, Arte da Gramática na língua mais usada na costa do Brasil.

Manuel da Nóbrega foi outro grande nome do movimento da literatura de catequese. Também Jesuíta, era um padre e missionário português. Suas obras incluem Diálogo sobre a conversão do gentio, Caso de consciência sobre a liberdade dos índios, Informação das coisas da terra e necessidade que há para bem proceder nela, e Cartas do Brasil.

Fernão Cardim, mais um Jesuíta, era também membro da Companhia de Jesus, e tem como obras Do clima e da terra do Brasil, Do princípio e origem dos índios do Brasil, e Narrativa epistolar de uma viagem e missão jesuítica.

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